Apresentação

Oi, eu sou Ana Cristina Rodrigues, escritora e…

Não.

Vamos a partir de agora fazer as coisas do jeito certo. Eu sou escritora. É o que amo fazer e o que sei fazer. Todo o resto da minha vida profissional gira ao redor disso, inclusive o meu dayjob, aquele emprego que paga as contas e que é numa biblioteca.

Mesmo quanto traduzo, edito ou faço uma leitura crítica, é pelo meu amor pelas histórias, por contá-las e ajudar os outros a contá-las também, pela busca da melhor forma de levar histórias para o maior número de pessoas que for possível. Não era bem isso que eu pensei quando, muitos e muitos (e muitos) anos atrás, disse para mim mesma que seria escritora. Mas está funcionando.

Uma das coisas que irei fazer para mudar a minha própria postura é… escrever mais, falar mais sobre escrita, sobre leitura. Quero apresentar o método de trabalho no qual acredito, mostrar como eu consegui passar de alguém que não terminava nada a alguém com dois romances, três noveletas e mais de sessenta contos escritos (entre publicados e inéditos, e o número de contos é uma estimativa).

Esse espaço será mais ativo, irei colocar artigos e resenhas, comentários sobre a vida, o universo e tudo mais. Quero compartilhar meus gostos, os obstáculos que enfrento, as pequenas vitórias de cada dia. Falar sobre como foi escrever o Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados, ou como ele e o Fábulas Ferais se complementam. Planejar junto com vocês mais volumes do Anacrônicas. Dividir o processo de tradução de trabalhos futuros e passados, como O beijo do deus sombrio e Império da Imaginação.

Quero finalmente perder o medo de colocar ‘escritora’ em fichas que perguntem a minha profissão. E cheguei a conclusão que a melhor forma de fazer isso é escrevendo. Então, que seja nos meus próximos livros, enviando contos para submissões, neste blog ou em algum outro espaço virtual.

Só algumas coisas em que meti a mão.

Eu sou Ana Cristina Rodrigues. Eu sou escritora. Prazer em conhecê-los!

Vida de escritora

Por muitos e muitos anos, escritora foi apenas um título que usei depois de muitos outros. Porque, por muitos e muitos anos, duvidei da minha capacidade de ser escritora como profissional.

Porém, 2018 mudou isso. Um conto meu foi escolhido para figurar em uma coleção de melhores contos da FC brasileira. Um outro conto parou nas páginas de revista de grande tiragem e circulação nacional. E o Atlas foi contratado por uma editora sensacional.

E três eventos/fatos consolidaram isso: o seminário de que participei na BN, que encerramos com uma fala linda de Robert Darnton, o retiro de escritoras que fiz com uma turma maravilhosa e a consulta médica das meninas. (sobre os dois primeiros, posto em breve. Sobre Mina, falei aqui).

Eu quero e vou ser escritora, mais do que as outras muitas coisas que faço profissionalmente – e mesmo elas serão um apoio, para me manter preparada e disposta. Quero ganhar dinheiro com a escrita a ponto de pagar uma ou duas contas por mês com ela. Vou me dedicar mais, colocar ebooks na Amazon, escrever mais, colocar textos online, voltar a blogar. organizar antologias. Ser uma escritora vai me permitir passar mais tempo com a Mina, me dedicar mais a ela e a irmã, ser mais mãe.

Muita gente me apoia, de muitas maneiras. Sou imensamente grata a todos. Esse site vai ser cada vez mais ativo, e espero que vocês me cobrem isso, me peçam mais textos, mais resenhas, mais novidades.

Juntos, vamos conseguir!

(E se quiser apoiar mais diretamente, veja como aqui)