Balanço do 1o semestre de 2019

Nessa minha decisão de ser mais escritora, decidi que toda vez que ficasse paralisada, sem saber direito o que fazer entre tantas e tantas coisas… eu escreveria. Escreveria qualquer coisa, de qualquer jeito, um desabafo em mal traçadas linhas. Não seria necessariamente um mecanismo para desemperrar ou andar, mas uma tentativa de sair do círculo vicioso de não saber o que fazer e ficar olhando redes sociais, acompanhando notícias que só fazem aumentar meu desânimo.

Sempre escrevi por ser uma necessidade interna. Cobrei, por muito tempo, que participasse de todas as oportunidades que apareciam, as coletâneas, as chamadas… A maturidade, que muitas vezes se confunde com a velhice (velha não, experiente), me trouxe um pouco de serenidade nisso. Tento sempre, mas a história precisa vir de dentro, da alma, precisa ser uma história que eu contaria mesmo que não houvesse aquela chamada específica.

Tem funcionado bem, eu acho. Em 2019, participei/tentei participar de várias coletâneas e deixei algumas outras passarem, mesmo com textos incompletos. Esses, irei terminar um dia. Os que estão prontos me deixam satisfeita comigo mesmo, de ter conseguido. Cada ponto final é uma vitória, uma narrativa completa.

Nessa trajetória, fui aceita em cinco por enquanto:

Para Apocali-se, mandei um horror lovecraftiano apocalíptico com gatos. O livro está gratuito no site da Elemental Editoração.

Em O sonho do corvo, escrevi um conto em homenagem a Edgar Allan Poe, usando um dos meus contos preferidos dele, a Máscara da Morte Rubra. Você pode ler o livro de graça pelo Kindle Unlimited ou comprar o ebook por um preço bacana.

Curtos & Fantásticos foi uma iniciativa muito interessante da comunidade Papo de Autor no facebook. Um concurso entre os participantes deu origem ao que seria um ebook e com um pouco de esforço coletivo, virou um livro físico. O ebook está gratuito – ainda tenho exemplares do livro físico aqui comigo.

Para Olimpo: deuses, heróis e monstros, retomei um personagem querido e que deve aparecer em mais algumas coisas. Além de fazer uma sutil homenagem a Neil Gaiman. O livro está a venda no site da editora.

Vilãs serviu para dar vida a uma história do universo do Atlas Ageográfico, mas que não cabia no livro em si.

Ainda tem algumas esperando resposta e pelo menos duas para as quais fui convidada, além de As coisas que as mulheres escrevem, lançado também este ano, mas cuja a seleção foi em 2019. Isso mostra que dá para seguir em frente e continuar criando. Resposta financeira nem sempre vem, mas já fiz as pazes com isso. Quero é ser lida, compartilhar histórias e personagens e tramas e palavras com o mundo.

E tem o Atlas, o meu querido e amado romance, que sai agora na Bienal e está em pré-venda. Dá dando frio na barriga e um certo pânico ter pela primeira vez uma história mais longa na mão das pessoas. Mas vai dar certo.

Aí, saiu esse texto. Por isso, para isso. Para usar as palavras como fonte de foco e força, para lembrar do que eu preciso fazer.

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